SIGMUC reivindica uma cadeira no Conselho Municipal de Seguraça e lembra que a SMDS esta a 11 meses sem um Secretário

Grupo de trabalho ampliará debate sobre Conselho de Segurança

 

Em audiência pública da Comissão de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania e Segurança Pública, nesta quinta-feira (21), entidades declararam apoio à criação do Conselho Municipal de Segurança Pública. A proposta é mote de projeto de lei em tramitação na Câmara de Curitiba, do vereador Tico Kuzma (PROS) (005.00052.2013). O debate resultou em um grupo de trabalho para ampliar as sugestões, com reunião agendada para a próxima quinta (28), às 18h30, na Associação Comercial do Paraná (ACP).

 

Participaram da audiência representantes de Conselhos Comunitários de Segurança, Guarda Municipal, Polícia Civil, prefeitura, Corpo de Bombeiros, ACP e seccional Paraná da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-PR), dentre outras entidades. O presidente da Comissão de Direitos Humanos, Chico do Uberaba (PMN), destacou a participação de diferentes segmentos na formulação de sugestões ao texto, que deve receber emendas do colegiado antes da votação em plenário.

 

 

“Temos que construir um conselho forte, que atenda aos anseios da segurança. O problema é gravíssimo, as drogas estão tomando conta de nossa cidade”, disse Chico do Uberaba. “A intenção do conselho é unir pessoas para que surjam mais ideias e propostas para a segurança de nossa cidade. Outros conselhos municipais foram criados por meio de projetos de lei dos vereadores, como o de Educação. Temos condições de votar a matéria em plenário no próximo mês”, completou Kuzma.

 

 

A composição do conselho foi o ponto mais debatido. O projeto de lei prevê 12 integrantes, com a representação da Câmara, Executivo municipal, Polícia Militar, Polícia Civil, Secretaria Estadual da Segurança Pública (Sesp-PR), OAB-PR, ACP, Fundação de Ação Social (FAS), entidade civil sem fins lucrativos, associação comunitária ou de bairro, Conseg, Ministério Público do Paraná (MP-PR) e Poder Judiciário estadual.

 

 

Foi sugerida, por exemplo, a ampliação da participação dos Consegs, de diferentes regiões da cidade, e a inclusão de representante da Guarda Municipal. Os oradores também destacaram problemas estruturais das polícias e a importância da população participar do debate sobre a segurança pública. “A segurança não é só problema de polícia. A sociedade precisa discutir e cobrar dos governantes”, afirmou o supervisor do setor de videomonitoramento da Guarda Municipal, Antônio de Andrade.

 

 

“Precisamos trazer a população para o debate”, já que o assunto principal e segurança publica comecemos cuidando de nossa casa a Secretaria de Defesa Social esta a 11 meses sem secretario e temos que tomar cuidado para não sobre por atribuições tendo em vista que a Prefeitura também conta com o GGI-M (Gabinete de Gestão integrada do Município) afinal de contas quem vai analisar e sugerir medidas para a elaboração da política municipal de segurança publica será do GGI ou o Conselho Municipal? complementou o presidente do Sindicato da Guarda Municipal de Curitiba (Sigmuc), Luiz Vecchi.

 

O vice-presidente da ACP, Camilo Turmina, apontou a falta de participação da sociedade e as dificuldades enfrentadas pelos Conselhos Comunitários de Segurança. Na mesma linha, a presidente do Conseg da Área Central, Maria Lúcia Gomes, defendeu que a sociedade cobre a elaboração e o cumprimento das políticas públicas. Para ela, o representante do Conseg para o Conselho de Segurança Pública deve ser eleito em conferência.

 

 

Na tribuna da Casa, o presidente do Sindicato dos Investigadores de Polícia do Paraná (Sipol), Roberto Ramires, apontou o “desgoverno” da segurança pública do estado. Na avaliação do delegado Roberto de Almeida Júnior, que representou o delegado-geral da Polícia Civil, Riad Braga Farhat, o Conselho Municipal de Segurança poderá contribuir para o trabalho das polícias. “A FAS apoia e estará junto na construção do conselho”, finalizou a assessora comunitária Gilsa Floriano, que representou a presidente, Márcia Fruet.

 

 

Tramitação

 

O projeto de lei de Kuzma já foi analisado pelas comissões de Legislação, Justiça e Redação e de Economia, Finanças e Fiscalização. Para poder seguir ao plenário, para os dois turnos de votação, aguarda parecer do colegiado de Direitos Humanos, Defesa da Cidadania e Segurança Pública. O relator é Chico do Uberaba.

 

 

A audiência pública reuniu representantes do Executivo, polícias, ACP e Consegs, dentre outras entidades, que formarão um grupo de trabalho. (Foto – Andressa Katriny)

A audiência pública reuniu representantes do Executivo, polícias, ACP e Consegs, dentre outras entidades, que formarão um grupo de trabalho. (Foto – Andressa Katriny)

 

O relator do projeto de lei de Kuzma na Comissão de Segurança Pública, Chico do Uberaba, destacou a construção do diálogo sobre o texto. (Foto – Andressa Katriny)

O relator do projeto de lei de Kuzma na Comissão de Segurança Pública, Chico do Uberaba, destacou a construção do diálogo sobre o texto. (Foto – Andressa Katriny)

O autor, Tico Kuzma, acha que o projeto de lei pode ser levado ao plenário neste ano. (Foto – Andressa Katriny)

O autor, Tico Kuzma, acha que o projeto de lei pode ser levado ao plenário neste ano. (Foto – Andressa Katriny)

“A segurança não é só problema de polícia. A sociedade precisa discutir e cobrar dos governantes”, afirmou o supervisor do setor de videomonitoramento da Guarda Municipal, Antônio de Andrade. (Foto – Andressa Katriny)

“A segurança não é só problema de polícia. A sociedade precisa discutir e cobrar dos governantes”, afirmou o supervisor do setor de videomonitoramento da Guarda Municipal, Antônio de Andrade. (Foto – Andressa Katriny)

O presidente do Sigmuc, Luiz Vecchi, também acompanhou o debate e lembrou que a Secretaria de Defesa Social esta a 11 meses sem secretario. (Foto – Andressa Katriny)

O presidente do Sigmuc, Luiz Vecchi, também acompanhou o debate e lembrou que a Secretaria de Defesa Social esta a 11 meses sem secretario. (Foto – Andressa Katriny)

O vice-presidente da ACP, Camilo Turmina, chamou a atenção para a participação da sociedade no debate da segurança pública. (Foto – Andressa Katriny)

O vice-presidente da ACP, Camilo Turmina, chamou a atenção para a participação da sociedade no debate da segurança pública. (Foto – Andressa Katriny)

A presidente do Conseg da Área Central, Maria Lúcia Gomes, defendeu que o representante do Conseg seja eleito por meio de conferência. (Foto – Andressa Katriny)

A presidente do Conseg da Área Central, Maria Lúcia Gomes, defendeu que o representante do Conseg seja eleito por meio de conferência. (Foto – Andressa Katriny)

O delegado Roberto de Almeida Júnior representou o delegado-geral da Polícia Civil, Riad Braga Farhat. (Foto – Andressa Katriny)

O delegado Roberto de Almeida Júnior representou o delegado-geral da Polícia Civil, Riad Braga Farhat. (Foto – Andressa Katriny)

 O presidente do Sipol, Roberto Ramires, apontou o “desgoverno” da segurança pública. (Foto – Andressa Katriny)

O presidente do Sipol, Roberto Ramires, apontou o “desgoverno” da segurança pública. (Foto – Andressa Katriny)

A FAS apoia e estará junto na construção do conselho”, disse a assessora comunitária Gilsa Floriano, representante de Márcia Fruet. (Foto – Andressa Katriny)

A FAS apoia e estará junto na construção do conselho”, disse a assessora comunitária Gilsa Floriano, representante de Márcia Fruet. (Foto – Andressa Katriny)

O público participou do debate junto às autoridades, com sugestões principalmente sobre a composição do conselho. (Foto – Andressa Katriny)

O público participou do debate junto às autoridades, com sugestões principalmente sobre a composição do conselho. (Foto – Andressa Katriny)

Fonte CMC

Comentários

  1. Jair
    Jair 21 novembro, 2013, 20:04

    11 meses sem secretário, ok! Mas quem nós gm’s o o sigmuc apoiará como futuro secretário um gm, um pm, um pc, um pf ou um dentista que hoje está na superintendência e que algumas pessoas dizem e reconhecem ele como o “verdadeiro” comandante da gm. Tudo bem que atualmente é difícil acreditar que exista um inspetor sério que irá lutar junto de nós, mas querer entregar nosso comando a um estranho já é demais, isso foi comprovado na enquete feita nessa página do sigmuc que apontou que a maioria gostaria que um delegado nos comandasse, delegado ou inspetor tudo bem mas um dentista já é demais, quem sabe esse é o primeiro passo pra mais tarde termos como secretário um gari um cobrador de onibus um pedreiro um padeiro um taxista um mecânico…….

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  2. Junior
    Junior 21 novembro, 2013, 20:37

    Meu caro e desesperançoso Jair o SIGMUC deve apoiar o que os gms indicarem, pois o sindicato só existe para organizar os trabalhadores por tanto o sindicato e instrumentos do anseio da categoria.

    Espero que o SIGMUC traga além de um plano de carreira com benefícios para todos, resgate a esperança dos guardas que hoje são descrentes de tudo e todos…

    Parabéns ao integrantes do SIGMUC pela representatividades destes 03 meses de registro sindical.

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  3. Supervisor Aparecido
    Supervisor Aparecido 22 novembro, 2013, 08:34

    O que me envergonhou, fora a falta do comparecimento dos GM’s, a bajulação por parte dos q deveriam nos representar, principalmente o comando, por um projeto q não somos citados. Enalteço o GM Prebianca, q lembrou aos participantes que não tínhamos secretário, e a quem deveria formular políticas de segurança pública Municipal, se seria o GGI do CEL Vitek.

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