VIOLÊNCIA NO TRANSPORTE COLETIVO VOLTA A PREOCUPAR

VIOLÊNCIA NO TRANSPORTE COLETIVO VOLTA A PREOCUPAR

“Enquanto a violência no transporte coletivo aumenta em Curitiba, as ações da Administração contribuem para agravar o problema”, relatam os diretores do SIGMUC.

Com mais uma morte registrada, trabalhadores do transporte coletivo promoveram mais uma manifestação por mais segurança durante suas atividades, e o que ouvem das autoridades é mais um discurso de que serão adotadas providências, mas nenhum conteúdo prático.

O SIGMUC vem apresentando denúncias relativas ao desmonte da Guarda Municipal e sua relação direta ao aumento da violência, mas a postura inerte dos administradores parece não se importar com o problema, relembre:

O SIGMUC apresenta proposta de isenção do transporte coletivo para guardas municipais sem a utilização de uniformes. A proposta visava atender uma pauta da categoria, que era obrigada a utilizar o uniforme para se deslocar fora do horário de serviço, pois não tinha direito ao vale transporte para sua locomoção, assim como os demais servidores da prefeitura. Ademais, o deslocamento de guardas “à paisana”, no transporte coletivo, pode contribuir com o aumento da segurança no interior dos coletivos. O ex-prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, chegou a anunciar em suas mídias sociais que havia autorizado a isenção, mas tal fato jamais chegou a ser aplicado.

O SIGMUC denuncia o desmonte da Guarda Municipal com a retirada das viaturas PTC, “Proteção do Transporte Coletivo”, que realizavam as rondas em terminais, canaletas, estações tubo, linhas com maior número de ocorrências e efetuavam operações preventivas regulares no sistema de transporte.

Outro problema apontado pelo sindicato é a falta de contratação, em 5 anos a Guarda Municipal teve uma redução de 1/3 de seu efetivo, e desde 2009 não há contratação efetiva. Menos guardas importam em uma menor proteção!

O CIMEC – Centro Integrado de Monitoramento Eletrônico de Curitiba,  que estava sob controle da Guarda Municipal foi sendo transferido para a URBS, dentro da estrutura do CCO – Centro de Controle Operacional, e hoje não conta com nenhum guarda municipal monitorando as câmeras. Em uma ocorrência de assalto, “se” a câmera estiver funcionando, as equipes não tem acesso às imagens e muito provavelmente não terá condições de identificar os autores do crime. “É uma sensação de enxugar gelo”, acusa um guarda municipal que não quis se identificar.

Trabalhadores do transporte coletivo pleiteiam a instalação de câmeras de vigilância para inibir as ocorrências dentro dos coletivos, mas sem quem as monitore e acione as equipes quando necessário. Serão apenas mais um vídeo contando uma história de um crime sem solução.

Da forma que a Administração trata o problema, estamos certos que não haverá nenhuma solução para o problema nos próximos anos e os trabalhadores do transporte coletivo e à população continuarão em risco.

SIGMUC – JUNTOS SOMOS FORTES!

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